
A Inseminação artificial intra-uterina consiste na transferência de um pool de milhões de espermatozóides selecionados para o interior do útero, após a mulher ter sido devidamente estimulada para a ovulação.
Portanto, diferentemente do que ocorre na fertilização in vitro (FIV), o encontro entre óvulos e espermatozóides ocorre à semelhança do natural, nas trompas (por isso, para o sucesso do tratamento, é condição essencial a comprovação da permeabilidade das trompas, que se faz principalmente pela histerossalpingografia).
É uma das técnicas mais simples da medicina reprodutiva, principalmente se considerada a tecnologia disponível na atualidade para manipulação dos gametas e embriões.
Geralmente, a inseminação artificial está indicada após tentativas com o tratamento mais simples, como o coito programado. São principais candidatos ao procedimento casais cujas mulheres têm problemas de ovulação ou hostilidade do muco cervical, ou cujos parceiros apresentam alterações leves das características do sêmen, disfunção erétil ou ejaculatória. Casais cuja causa de infertilidade não tenha sido identificada também podem ser candidatos à inseminação intra-uterina.
Os estudos já demonstraram que a inseminação artificial não é eficaz em casos de baixa contagem de espermatozóides ou casos de defeitos na sua forma. A ausência de espermatozóides impossibilita o casal de realizar esta técnica e, em casos especiais, há a possibilidade de se utilizar sêmen de doador, obtido a partir de bancos de sêmen. Em mulheres com idade superior a 38 anos, também é preferível indicar procedimentos mais complexos, como a FIV.
O sucesso da inseminação artificial depende do fator causal ou da associação de fatores concorrentes para a infertilidade; pode-se dizer, em linhas gerais, que as taxas de gravidez por ciclo de tentativa girem em torno de 15% a 25%.
A grande maioria das gravidezes por inseminação artificial, contudo, ocorre até o terceiro ou quarto ciclo de tentativa; após repetidas falhas, a continuidade do tratamento por procedimento de maior complexidade deve ser considerada.
A grande maioria das gravidezes por inseminação artificial, contudo, ocorre até o terceiro ou quarto ciclo de tentativa; após repetidas falhas, a continuidade do tratamento por procedimento de maior complexidade deve ser considerada.
Crédito da imagem: www.getfreeimage.com

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